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Vinte e oito de março

28 MAR
2016
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Talvez o vigésimo oitavo dia do terceiro mês do ano sempre foi especial e eu que não me dava conta, mas essa percepção mudou nos últimos anos.

Ontem foi domingo de páscoa, mas é hoje que vou contar duas histórias de passagem, renascimento e amor.
Rebobine até 2014, neste dia estava em Vitória-ES. O motivo da viagem era formatura de um primo, quase não deu certo por causa das atribulações do cotidiano profissional. A viagem serviria também para outro propósito.

Vovó Lourdes era a madrasta de minhã mãe, mas sempre foi a minha avó. Pessoa bem humorada e espirituosa, sempre gostou de uma boa arte, seu carteado e um bom papo.

Apesar da magreza, seu bom humor fazia que suas enfermidades não fossem lembradas. E no dia 28, meu padrinho organizou o pessoal e foi feito um tour pela cidade, com direito a visita ao Convento da Penha e a loja da Fabrica de Chocolates Garoto, e que culminou em uma boa moqueca acompanhada de uma cervejinha.

Um dia feliz. Ainda a veria pela última vez dois dia depois. Mas considero o passeio minha despedida.
Aquela memória em cores quentes que alegra o coração apesar das saudades.

Corta para a manhã do dia 28 de março de 2015, era o dejejum de um dia muito importante, o dia da implantação de dois embriões na nossa segunda tentativa de fertilização in vitro.

O telefone tocou, era da clinica e nós deveríamos ir até lá e tomar uma decisão importante.

Um dos embriões não resistiu ao processo de descongelamento e havia duas possibilidades:

Ou se recorria a mais uma paleta, descartando aquele embrião da primeira paleta; ou iria ser aquele, “solitário”, que iria ser a segunda tentativa.

A escolha foi rápida.

Não iriamos descartar aquele pequeno aglomerado de células formadas com o material genético meu e da Mari.

Nessa manhã, Maria Luisa completou três meses e dezoito dias e me lembrou que sempre há uma possibilidade.

Publicado em Aleatoriedades por às 08:51
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