Comportamento, Cultura, Música

United Colors of Rap

09 JAN
2013
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Frank Ocean saiu do armário chutando a porta. Azealia Banks gosta de meninos e meninas. Mykki Blanco é v1d4 l0k4, mas na maioria das vezes está montadíssimo com direito a salto alto e batom.

Estamos falando de três exemplos pontuais, eu sei. Nomes que estão em ebulição na mídia e produzindo uma música mais incrível que a outra – dá uma olhada na home do Pitchfork, é bem capaz que um deles esteja em destaque. O fato é que o rap, o hip-hop, ou qualquer outro rótulo que você queira usar, vem mostrando recentemente um viés fora da caixa.
Imagem de Amostra do You Tube

‘My eyes don’t shed tears, but, boy, they pour’. Boy, é isso mesmo?

Frank Ocean, pupilo do coletivo Odd Future, foi responsável por um dos álbuns mais bacanas do ano passado. Ainda em 2012, Frank anunciou pra meio mundo que já tinha se apaixonado por um cara. A parte os holofotes em cima do assunto, ele continuou focado em sua música e corajoso de sua atitude ao se assumir.

''

I’m not trying to be, like, the bisexual, lesbian rapper. I don’t live on other people’s terms.’

Azealia Banks começou o ano arrumando uma treta no Twitter com outra rapper. Tirando isso, pra homenagear as ‘bitches’, já foi lançando música. Das boas, inclusive. Não é de hoje que a moça causa polêmica. Em entrevista ao New York Times em fevereiro do ano passado, Banks contou ser bissexual. A matéria abordava a carreira relâmpago da rapper, mas acabou caindo nessa revelação. Muita gente acredita que ela só fez isso para se promover; como se Azealia tivesse que utilizar esse recurso para aparecer mais (tsc tsc).


Us mano pow, as mina pá e as travas vão p/ estúdio do Terry Richardson.

Mykki Blanco tem um vozeirão grave. No entanto, eis um contraste: a versão preferida do rapper envolve um dresscode que lembra algo Nicki Minaj feat TLC. Ele/ela trouxe pra sua música um recorte gay, ao invés das rimas clichês do hip-hop. Mykki não gosta de ser rotulado, mas costumam dizer que o artista trouxe um perfil que combina androginia e o universo underground, algo que os gringos tão adorando chamar de ‘queer rap’.

O rap, principalmente nos EUA, é machista. 50cent, num passado não tão distante, não pensou duas vezes na hora de twittar: ‘If you a man and your over 25 and you don’t eat pu**y just kill your self damn it. The world will be a better place. Lol’. Por outro lado, estamos vivendo outros tempos. Um rapper pode escrever uma música dizendo sentir falta de outro cara, mesmo no meio de um círculo formado por um bando de machões que preferem rimar fama, mulheres e carros.

Cada um sendo o que quer ser, fazendo o que gosta, amando quem bem entender. Isso tá longe de ser o fim do mundo.

Imagem de Amostra do You Tube

Por Talita Alves

PS do Facóide: Há um tempo o rapper cuiabano Linha Dura abordou essa questão em uma música.

Publicado em Comportamento, Cultura, Música por às 12:48
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