Drinks

O Absinto produzido em Cuiabá

19 JUN
2012
7 Comentários

Há alguns dias, nós falamos de algumas cervejas artesanais produzidas em Mato Grosso, e logo nos comentários já nos contaram que existe produção de Absinto e Vodca em Cuiabá também. E depois de uma conversa com Daniel Grabert, é hora de contar um pouco mais sobre essa história destilada.

A Grabert Bebidas Artesanais produz bebidas alcoólicas há cinco anos, inclusive o sempre envolto em mistério Absinto.

O Absinto é uma bebida destilada que usa a planta Artemisia absinthium e geralmente tem alto teor alcoólico. Suas versões mais potentes na graduação alcoólica são proibidas no Brasil e em boa parte do mundo (folcloricamente por causa da planta usada na preparação da bebida, mas é que algumas versões tinham mais álcool do que o etanol que está no tanque do seu carro).

Assim, minha grande curiosidade foi onde se conseguia a Artemisia absinthium em Mato Grosso e qual seria a graduação da bebida feita por aqui.

Daniel tratou de me tranquilizar e explicar o processo de fabricação de seus destilados:
“A losna (artemisia absinthium) vem do interior de SP e as vezes também uso losna de Chapada dos Guimarães (quando existe uma quantidade boa), o absinto tem 54% de alcool, que é o teor alcoolico permitido por lei (e outros destilados) no Brasil.

Ele é produzido com 8 ervas, sendo as três principais (losna, anis e erva doce – que caracterizam uma bebida como absinto) em maior quantidade, seguido de melissa, hortelã, artemísia comum, capim cidreira e cravo. Utilizo alcool de cereal (milho) de alta pureza (que passa por um processo de destilação fracionada), e depois há um processo de maceração das ervas neste alcool por vários dias, até sua destilação. Nesta segunda destilação, como cada essência tem um ponto de ebulição diferente, elas saem em partes separadas do destilado, que se misturam novamente, por isso ainda pode levar até 8 meses para se ter o aroma próximo do final da bebida. Nesta fase é cortada a cabeça e a cauda (partes do ínicio e final do destilado) para se garantir a qualidade.

Já a vodka, utilizo o mesmo alcool retificado de milho, e é feita outras 3 destilações posteriores, cortando cabeça e cauda também. Posteriormente é adicionado água destilada até chegar ao teor alcoólico correto (38%) e então é filtrado 4 vezes em um filtro de carvão ativado e celulose, onde se elimina mais impurezas ainda, obtendo assim o produto final, cristalina, neutra e de alta pureza.

Todo o instrumental foi construído/projetado por mim, exceto instrumentos de medição (densímetros, termômetros, etc). O alambique é feito de inox sanitário, e as serpentinas de cobre, que sempre realizo procedimento de limpeza para evitar a contaminação da bebida.”

O resultado:

Grabert também está se aventurando como brewer e produz cerveja que leva entre os ingredientes a banana nanica.

Ainda não experimentamos nenhuma de suas produções e espero atualizar o post em breve com nossas impressões.

Caso queira maiores informações, procure-o pelo Facebook em sua fanpage.

PS: Por falar em cerveja, no último sábado houve fabricação de cerveja desde a moagem até o fim lá no Empório Serra Grande da Praça Popular, vi uma das etapas da fabricação e principalmente fiquei sabendo que existem várias pessoas fazendo suas próprias cervejas por aqui.

Publicado em Drinks por às 11:00
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