Música Eletrônica

Música Eletrônica Brasileira: A Hora da Ruptura dos Produtores Nacionais?

02 MAR
2010
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Um paralelo com o Rock dos anos 80 e a Música Eletrônica de hoje.

Há algum tempo, uma música com “todo o tempero brasileiro” ficou em primeiro lugar no Beatport.

Imagem de Amostra do You Tube

Só que de brasileira a música não tem nada, foi produzida por um alemão e remixada por um italiano, e o DJ Felipe Senne levantou a bola com esse artigo interessante (cuja a leitura é fortemente encorajada).  E como no fim  do post ele conclamou a participação de quem concorda com a idéia, aqui estamos no Factóide dando sequencia ao barulho.

Em primeiro lugar, muita a da produção de música eletrônica nacional sofre de uma característica (não exatamente um mal), do incensado Rock Nacional dos anos 80, quase todo mundo soava como alguem lá de fora, muita influência de Clash, Smiths, U2, Led Zeppelin, Dylan e etc.

Por mais que som daquela época seja sensacional, com músicas que devem ter marcado a vida de todos, o bicho pegou mesmo nos ano 90 quando o Rock nacional mostrou o jeito brasileiro de bater cabeça, isso de Chico Science ao Ratamahatta do Sepultura, passando por Raimundos, Planet Hemp e toda uma galera que veio dos ombros de gigantes da carreira solo do Cazuza e nas experimentações dos Paralamas (artistas que nos 80 tinham forte influência da música internacional).

Da mesma maneira, como o Felipe escreveu há muito brasileiro querendo produzir techno como alemão ou psy como israelense. Quando o segredo justamente falta uma cara para a música eletrônica nacional, nossos grandes nomes se parecem mais como solitários Gugas ou César Cielos, se destacando individualmente.

Música dançante sempre foi o metiê nacional, na Música Eletrônica não deveria ser diferente.

Entretanto, recentemente ouvi de um amigo DJ, que está produzindo um álbum bem bacana, que quando tentou introduzir samples em português, por mais sentido e legais que fossem, a pista não respondia (os samples eram do Tim Maia).

Ainda seguindo nessa “negação” da pista nacional, imagine se “Ela Dança, Eu Danço” fosse produzida pelo Tiga, seria um sucesso mundial sem dúvida, mas por mais que a música tivesse sucesso radiofônico, muita gente não curtiria ouvir  o funk mais arrumadinho do MC Leozinho em uma mesma pista onde rolou You Gonna Want Me.

Mas sempre houve quem foi contra corrente, e cita-se alguns exemplos bacanas:

Imagem de Amostra do You Tube

E ai, produtor de música eletrônica, “de que lado você está”?

PS: Essas coisas não são exclusividades nossas, a famigerada Heater, que usa samples de músicas folclóricas colombianas é de Samin, um Suiço-Iraniano:

Imagem de Amostra do You Tube

PPS: Para rimar com o header, não tem como curtir “Ponteio”, track do DJ Faraz virar Asa Branca no baixo de Ebinho Cardoso (veja aqui).

Publicado em Música Eletrônica por às 11:56
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