Avatar, Duna e a Trilha Sonora
2010
Dez anos pode ser muito tempo para se realizar um filme, mas pode ser pouco para se escrever um bom roteiro.
Avatar chegou há algumas semanas e tudo relacionado ao filme de James Cameron é assunto para debates acalorados de cinéfilos a experts de botequim.
E para o assunto não acabar é interessante a maneira que começam a surgir comparações sobre as inspirações do roteiro do filme e seus elementos. A primeira foi a relação do plot principal com o filme Dança com Lobos, de Kevin Costner, feita na critica de Pablo Villaça.
Entretanto vários elementos do cenário imaginado por Cameron remetem a Duna e todos o universo criado para os livros escritos por Frank Herbert.
Duna é uma ficção científica pioneira na mensagem ecológica e também uma história, que apesar de já ter sido filmada duas vezes, é considera infilmável (a primeira tentativa lançada é uma obra bizarra do David Lynch, a outra uma versão fiel porem modorrenta e quase insípida).
Alguns pontos em comum entre o filme Avatar e o livro Duna:
- Pandora é uma lua inóspita e agressiva para alienígenas, tal qual o planeta Arrakis (planeta desértico onde se passam a maioria das histórias), mas Pandora também encontra uma alma gêmea no universo criado por Herbert no planeta Salusa Secundus (cheio de florestas e bestas predadoras).

Topteros?
- Unobtanium, o mineral extraido de Pandora, é uma boa rima para a especiaria extraída de Duna. E principal apelo ecológico de ambas as histórias.
- Jake Sully encarna o Escolhido, predestinado a transformar o seu Avatar, em uma deidade ao pé da letra, forjado em uma série de adversidades, e quando assume sua condição de Avatar de fato, finalmente é aceito pelos nativos do planeta, cuja pele azul também rima com os olhos azuis dos também resistentes Fremen que acolheram Paul Atreides.
- O sucesso do protagonista só existiu quando este dominou o poder fundamental do ambiente onde se passa a história e atacou o inimigo com a força principal da características do ambiente (as bestas da floresta ou os vermes da areia).

Seria Avatar a concretização da filmagem de Duna?
Pode ser, principalmente tendo em vista que a última melhor tentativa foi um filme não realizado.
PS: Sempre colocamos a trilha sonora dos filmes aqui no Factóide, mas Avatar só tem essa música aqui na trilha:
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@paulo Uma vida insetóide não é algo tão absurdo de ser imaginado por pessoas que vive um planeta onde se estuda a evolução das espécies e existem insetos. Aliás, aliens evoluídos a partir de ancestrais insetóides são tema recorrente na FC.
Os Vermes de Areia também não são um primor de criatividade (yes, nós temos anelídeos), mas sua fisiologia é bem bacana e crível. Para variar a Wikipedia é um bom ponto de partida para constatar isso:
http://en.wikipedia.org/wiki/Sandworm_(Dune)
@Thiago e Vitor – a concepção dos cenários noturnos com certeza se inspirou nas noites de festivais de psy e outros a la Burning Man.
Acho que não, o factóide não procede. O filme cai no lugar comum quanto a história, infelizmente, mas pra quem falou do eco-chato, não tem o mínimo de idéia do que está falando. A idéia de um outro ecossistema, cheio de novas possibilidades diferentes para novas formas de vida que evoluiram diferente do nosso planeta é algo que Duna jamais sonhou… sem falar que Duna não respeita simples leis que a vida tem, como enormes vermes onde não há alimento suficiente para animais enormes se manterem (lembrando dos dinosauros que morreram por conta de falta de alimento, só os animais menores sobreviveram). O filme foi muito bem estudado quanto a biologia: animais que evoluiram de formas semelhantes a de insetos (seis patas, dentes de quitina) plantas que tem sistema nervoso e respondem a estímulos seria perfeitamente possível (assim como temos o dorme-dorme e carnívoras q tbém respondem, só q sem sistema nervoso). Além da BIOLUMINESCÊNCIA que acontece em lugares onde o sol não chega é algo muito interessante e bonito. Só a construção de um novo ecossistema completamente diferente do que conhecemos já vale o filme todo. Por este motivo eles sempre falam de uma rede de energia, pois todos os animais tem consciência do que acontece e podem ser interligados por verdadeiras sinapses. Não há discurso ecochato nenhum, sem falar que muda e incentiva a quebra de um paradigma que tivemos (e ainda temos) de menosprezar a cultura de povos considerados “primitivos”. O filme tem vários aspectos nas entrelinhas que precisam ser vistos. Ser um avatar, se conectar com os animais, plantas de maneira poder trocar experiências, realmente mudou o soldado. Vendo o laço criado, houve uma troca de emoções como se fossem um só ser vivo, e isso é a maior forma de simbiose capaz de transformar um ser que era egocentrista em um ser holocentrista, ou seja, ele deixa de sentir só o que sente para sentir o que passa na mente, nas emoções de animais e plantas do ecossistema. E muito mais… pra quem não gostou, meus pesames, é o melhor filme em 5 anos. Para quem quiser entender mais, leia mais, estude mais, e tente ver o filme pelas entrelinhas. Tente se por no lugar dos irmãos indígenas, africanos, e outros povos que foram dizimados e arrancados de suas casas e mortos com crueldade pela força do homem branco, e sinta a emoção de atores maravilhosos no elenco dos Na’vi, como a mãe da Naytiri, que vê seu povo morrer, sair da sua terra, e um povo que tem mais a ensinar do que trocar presentinhos.
Sem mais
É, sem falar nisso tb. Parece que o James Cameron se inspirou numa Xperience pra criar o mundo noturno de avatar! Hehehehe
Sobre a lotação, digo que evito feriados pra cinema e dias em que a entrada tá MUITO barata. Mas as vezes os chatos são inevitáveis.
Fiquei pensando que todo mundo ia morre no final, mas mesmo assim curti o Avatar.
Em 3d então, viajei durante o filme, as paisagens principalmente durante a noite la, muuuuito psicodélico! ahuauhauhua
O filme como um todo é bom. O roteiro é fraco.
Tive sorte de pegar uma sessão lotada, mas sem problemas. No ano passado, quase todos os filmes que vi tinha algum sem educação por perto.
No fim do filme, rolou até um comentário de que a experiência 3d, bem forte na primeira metade do filme, serviu para acalmar a turma da algazarra!
Isso é outro detalhe Gigi, Cuiabá ainda não preparado para cinema (e depois falam que as pessoas tem respeito e cultura). Pior o caso no 3 Américas, que acho que eu vi apenas 1 filme tranqüilo, mas tinha eu, um casal de velhinhos e um senhor..
Filme é para se VER, apreciar, não comentar durante, nem ficar rindo ou fazendo piadas sem graça. Mas vai tentar explicar isso para quem não teve educação em casa ^^’
Não tinha pensado nisso.. e olha que sou fã de Duna…
Mas bom lembrar que pela critica, o filme ia mudar a historia do cinema. Mas duvido, pois com uma obra dessas.. No coments (pois tem gente que gostou) ^^’
Eu nem fui ver o filme, bem que eu queria, mas vai muita gente sem educação no 3 américas, outro dia fui ver lua nova, passaram a mão nos meus seios e quase me derrubaram na fila da pipoca, falta cidadania com o próximo, cadê os políticos que não veêm isso???
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Pra mim avatar só é bom no quesito técnicas de filmagem/fotografia. O roteiro, na minha opinião, é a coisa mais clichê e previsível do mundo, com um discurso “ecochato” que não emociona, nem cativa.