Literatura, Música Eletrônica

Livro Festa Infinita – Nós Lemos.

08 ABR
2009
5 Comentários

A festa pode ser infinita, mas a leitura do livro terminou.

Saiba a impressão deixada.

A notícia sobre o livro Festa Infinita, de Tómas Chiaverini, veio como um furacão, movimentando sites, blogs e fóruns pela internet. Inclusive estava muito receoso quanto ao livro, como comentei no nosso post.

O subtítulo, a “orelha, e após o inicio da leitura, o prefácio, todos apontavam para um livro com um bom quê de sensacionalismo sobre raves, prato cheio para catalisar mais reportagens e mídia negativa contra raves.

Entretanto, essa impressão não demora a passar.

Primeiro, pela boa escrita de Chiaverini, que é um ótimo observador e sabe muito bem recontar as histórias dos personagens que entrevistou, como a singela primeira experiência nas raves do produtor da Respect.

O livro retrata a realidade das raves, segundo o que se vê e também o que se comenta pela internet, então não há o porquê de criticar o autor por isso.

Mas não há como negar que quem quiser enxergar apenas substância ilícitas na narrativa, pode usar o livro para justificar o fim das raves por exemplo, mas isso é claro seria uma distorção do texto por culpa desse eventual leitor mal intencionado.

Voltando ao livro, em praticamente a última “crítica”, ele não deixa de fazer um apelo nas primeiras páginas, como por exemplo ao narrar um episódio de suspensão humana através de ganchos na pele ou fazer um suspense acerca do que seriam as capsulas da maquina de café expresso de Rica Amaral (isso não é exatamente como um problema, pois prende o leitor desavisado à leitura do livro -  e afinal basta ler o nome desse blog).

Fora isso, o livro mostra a imersão do autor no mundo das raves, na sua história e cultura, na sua segunda parte acompanha um raver especifico ao festival Trancendence 2.008 e culmina em uma experiência muito pessoal (e até surpreendente por estar reproduzida sem pudores no livro) do autor.

E também há a distribuição de várias informações sobre festivais, como Burning Man (espero falar mais sobre ele por aqui), casos, como o porquê de certa bicicleta ser tão famosa e também fala bastante sobre o grupo Fucking For Forest, que o Daniel havia mencionado no seu review sobre o Universo Paralello.

Enfim, o saldo é totalmente positivo, pois além de uma boa leitura, Festa Infinita preenche uma lacuna quanto a falta de literatura séria sobre raves no Brasil.

E o livro fecha uma “trilogia” sobre a música eletrônica nacional, ao lado do Todo Dj Já Sambou e do Batidão.

Você já leu também o livro? Diga-nos o que achou!

por Gabriel Lucas.

 

 

viagem inutil

Publicado em Literatura, Música Eletrônica por às 13:15
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