Festas, Reviews

Universo Paralello 09 – Review

10 JAN
2009
20 Comentários

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De volta a realidade, um pouco de como foi o Universo Paralello 09!!

Acho meio complicado conseguir definir o que é e como foi o Universo Paralello 09. Mesmo com vários “problemas”, a sensação de estar lá é algo realmente inexplicável. Este ano, segundo informações, o festival conseguiu levar para a praia de Pratigí na Bahia um público de 9 mil pessoas, sendo muito deles gringos, cerca de 2.500.

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O sinal de descaso este ano estava bem perceptível. O festival estava completamente idêntico ao do ano passado, com toda a mesma estrutura. A maior diferença eram os preços, todos aumentaram.

O público é obrigado a comprar o translado de R$30 para trocar o ingresso pela pulseira no meio do caminho, sendo que o caminho pela praia via bugue é muito mais rápido e menos perigoso.

Filas e mais filas! Fila para a primeira parte do translado, fila para a troca do ingresso em apenas dois guichês para uma multidão de gente, fila para a revista da mochilas e a fila para a segunda parte do translado. Tudo isso logo na chegada, a noite, depois de horas de viagem e muito cansaço.

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Logo no primeiro dia todos os banheiros já estava bem sujos, sinal de que ou estavam sendo bem utilizados o ano todo ou então ninguém os limpou desde o ano passado. Fora a água que já na virada do ano estava com um cheiro insuportável.

No line-up nada de grandes nomes e o próprio livrinho informativo já dizia: “grande número de artistas inéditos para o nosso público, mas com grande relevância em suas cenas locais, a proposta musical deste festival é uma sequência de agradáveis surpresas. Dançar pela música e não pelo nome..”. E o ritmo do festival, na minha opinião foi bem por ai mesmo, agradáveis surpresas e ninguém deixou a desejar, pelo menos na pista principal que acompanhei mais.

Rolaram várias sequências legais como: Ital, Yage, Journey, Freakulizer, Avallon, Basti, Burn in Noise, Tron, E-Jekt, Zaraus e Janczur & Paula. A sequência da virada do ano também, como em todos os anos, é muito boa até a madrugada do dia 02 com direito a tarde de muito progressive.

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Para mim este ano foi a consagração dos dois mais novos lives da Vagalume Records: o 28 e o Lógica. O amadurecimento dos dois lives é claramente perceptível, com um som redondo, agradando a todos. As noites de dark e as tardes de progressive também não deixaram nada a desejar, sempre com muito som bom.

Este ano o estado do Mato Grosso foi representado na Pista Alternativa pelo Dj Pepa, que tocou no dia 30/12 ao meio dia. Pepa mandou um som bem legal, mas a pista parece não ter compreendido muito bem o som e queriam lenha! Aliás a Pista Alternativa este ano estava bem estranha, com vários sons bastante alternativos e bem variados, os poucos momentos que estive por lá acabei não curtindo muito.

Chill Out

A estrutura do Chill Out mais uma vez estava muito legal. Era um projeto arquitetônico construído em bambu pelo artista e arquiteto italiano Michelie, algo realmente impressionante. A decoração interna também estava bem legal e adequada ao local, esta foi assinada por Danai e Naiana de Brasília.

Com o tema “Space People”, a decoração do Main Floor estava um pouco mais pobre do que a do ano passado, inclusive com muito menos sombras. Em compensação o palco deste ano, para mim, foi algo de outro mundo, principalmente a noite. No formato de um olho, de noite no centro eram projetada as imagens dos Vjs, a idéia ficou muito legal.

Main Floor

Como acontece todos os anos, na virada, a decoração é incrementada. Colocaram uns leds que ficavam piscando alternadamente e davam a impressão de que estavam se mexendo. Foram adicionadas no palco e no meio da pista duas malhas com várias camadas de círculos que quando olhados de longe, formavam imagens bem legais. Também colocaram um laser no centro do palco, que era muito potente criando formas e ondas que não tinha visto antes, deixando a pista toda muito bonita.

As apresentações do Circulou no Main Floor também são atrações mais que especiais, a cada dia uma coisa nova, com artistas fazendo acrobacias e vestindo fantasias bem interessantes. Como já acontece todo ano no último dia acontece a apresentação das crianças com o Circulinho que é muito legal.

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Este ano uma nova pista foi criada, inclusive do lado do nosso acampamento, chamada Crepúsculo, onde aconteciam shows de rock and roll e algumas apresentação bem alternativas. Dei uma conferida na banda Drama Queen, que fazem um som a lá CSS e Bonde do Rolê, acho que já já estaremos ouvindo coisas desse pessoal por ai. Uma curiosidade desta pista também foi uma noite em que o pessoal da Fuck for Forest organizou uma apresentação de sexo explicito, com direito a filmagem e tudo mais. Segundo eles é a forma de chamarem a atenção para a preservação de florestas e tudo mais. Inclusive durante o festival alguns membros dessa organização ficavam andando pelados pelo festival.

Além dos peladões do FFF, também acontece todo ano a foto oficial do Universo feita pelo fotógrafo Murilo Genash, onde várias pessoas tiram suas roupas e vão tirar a tal foto. Inclusive formam formas na praia e palavras para fotos aéreas, não achei ainda a foto deste ano, mas lá vi a foto do ano passado e ficou bem legal.

É isso ai, apesar dos milhares de problemas a experiencia do universo é única e vale muito a pena. O que nos resta agora é aguardar a tal edição especial de 10 anos que acontece neste fim do ano, até lá!

Publicado em Festas, Reviews por às 17:38
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COMENTÁRIOS

20 manifestações para esse post

  1. Eu nunca fui, mas acho que colocar milhares de pessoas que moram em grandes cidades em uma praia que passa o ano quase desabitada vai totalmente contra qualquer ideal de sustentabilidade.

  2. Pois é, o programação fora a música também é bem grande. Por isso até falo que existem vários universos lá dentro.. ai vc quem tem que ir se adaptando. Eu acabei ficando mais nas pistas, mas rola algumas apresentações deste tipo, palestras, mini-cursos.. muita coisa mesmo! Sobre essa parte de sustentabilidades realmente esse ano eu acho que eles deixaram a desejar..

  3. Seu review tiboso ?

    Essa pista crepúsculo é cópia de uma área existente há 3 edições do Boom que se chama Círculo sagrado do Fogo se não me engano, aliás perdi a conta de qtas estruturas diferentes existiam lá fora o chill-out e mainfloor na edição em 2006 so lembro q tinha uma area pro povo ficar sentado enquanto alguem recitava poemas e vc entrava na fila se tivesse algum poema ou coisa do tipo pra falar. achei legal demais isso!
    Pelo que tenho visto e ouvido as ultimas edições da UP tem sido praticamente iguais em relaçao a line-up e estrutura e se faz necessaria uma modificaçao na mentalidade dos frequentadores e organizadores em prol de algo sustentavel…..algo como tratamento da agua no proprio local (n sei se isso existe na up) e banheiros ecologicos alem de uma area para palestras e divulgaçao de projetos de sustentabilidade!

  4. deu ate uma saudade agora. mto bom mesmo

  5. Pô legal Andrés, quero ver a foto. Vi a do ano passado e ficou bem legal!

  6. muito bacana seu review. acho q escreveu tudo q a maioria passou e ouviu por la.

    Obs: Participei da foto coletiva com roupa (simbolo da paz na areia da praia)do Murilo Ganesh quando eu receber ela eu passo pra vc´s

  7. Esse ano eu vou lá!!!
    \o/

  8. Impressionante, concordei com tudo no seu review… ano passado tava mais estruturado e Shane Gobi na virada foi estonteante…

    Por outro lado, nunca curti tanto como esse ano! Incrível!

  9. Até que enfim!!! Comandou o review!

  10. viiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiige

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