Uma Festa Muito Esperada.
2008
Enfim, Vitalic retornou a Cuiabá, a seguir o meu relato sobre um longo 21 de novembro.
Na madrugada do dia 20 para o dia 21, um sonho me foi recorrente, eu ia para o Garage, e por algum motivo tinha que ir embora antes do Vitalic, ou então assistia sua gig e quando saia de lá não podia me lembrar de nada.
Só havia passado por situação semelhante as vésperas de uma certa estréia cinematografica no dia primeiro de janeiro de 2.002.
Mas enfim, era apenas coisa de sonho.
Ainda havia uma correlação na minha cabeça: Garage – Campo Grande - E o malfadado dia que eu fui para lá ver o DJ Hell (eu fui e o Hell não).
Tensão e expectativa.
Prenuncio de decepção?
O dia foi se arrastando, os ingressos acabaram.
Faltou aquela plaquinha na frente do Garage com os dizeres “Sold Out!”
Nos tempos da Floor dizia-se que se tivesse trezentos ingressos vendidos antecipadamente, a festa ia bombar. Imagina então quando a lotação da casa foi vendida de maneira antecipada?
Depois de muita discussão sobre o horário que deveria se chegar ao Garage, fomos as vinte e três e pouquinho.
A fila era enorme.
“Quem comprou área VIP entra na outra fila?”
“Só quem comprou camarote ou convidado especial entra na fila menor!”
Só pude exclamar mentalmente PQP, para que serve essa área vip, se nem para pegar uma fila diferenciada ela serve.
Fica ai praticamente a única crítica da noite, quer ter uma fila ubbervip, ok, mas também montem uma entrada diferenciada para quem se dispôs a gastar 50% a mais no seu ingresso.
Mas no frigir dos ovos, a fila monstro até que andava relativamente bem, e pouco depois da meia noite estávamos no Garage.
Tirando a falta de fila, a tal área vip é até interessante por que o som fica sempre bom e possui uns lugares mais tranquilos para se dançar sem tanta trombação. Viva a champagne room cuiabana!
Os warm ups que vi foram bem interessantes, o som já estava alto, e tão trabalhando muito bem músicas para virarem “hits do garage”, o que cativa muito o público.
E então começou o Vitalic.
Como se esperava, nada igual 2.004.
Mas muita coisa boa: base electro, atenção na construção de melodias, atitude rocker.
O povo foi a loucura, realmente foi um momento sublime, tocando uma linha de som que eu particularmente gosto muito, e sempre ficava meio desapontado por nunca rolar nada assim faz muito tempo.
Das conhecidas rolou Fanfares, La Rock, uma versão esquisita de Shari Vari e uma apoteótica My Friend Dario.
Mas foi muito legal que como o Vitalic fazia um demi-live ele despejou muita coisa boa do seu selo Citizen, e rolou um momento disco (quase a la DJ Samba) no começo do Set.
O mais engraçado é que traço um paralelo com a vinda do Infected Mushroom na primeira Aram. Vai ser muito difícil alguem que levante a galera como o Vitalic.
É muito complicado competir com uma noite lendária como foi a da Floor em 2.004, que se tornou mitológica para cena, mas essa madrugada no Garage conseguiu se igualar de maneira explendida.
O Vitalic, que não inunda o mercado com lançamentos, mostrou que além de antenado, sabe se recriar, deixar o estilo futurista retrô do passado e demolir uma pista, já adorada, aqui no Mato Grosso.
Quando eu (e alguns outros) reclamavam que faltava coisas diferentes por aqui, criaram o rótulo de Viuvinhas do Vitalic.
Isso ontem, sem dúvida, não fez sentido.
Por que o Vitalic, e sua música inovadora, está mais vivo do que nunca!
por Gabriel Lucas (Fotos e Vídeo inclusive).






















Uma das melhores festas que ja teve por aqui!
Inesquecivel mesmo!
Obrigado! Tb gostei muito dos reviews aqui!
Que Vitalic o quê, esse Dj Samba é o cara!